10 de agosto de 2013

Infância dos duros!




Hoje vou escrever sobre algo que me deixa particularmente feliz, não é nada de novo para ninguém e toda a gente sabe ou tem histórias sobre ela, mas eu vou abordar de uma forma um bocado diferente. Até porque nem há muito por onde inventar! Mas só vou começar a escrever sobre ela quando tomar o meu café, e como está a escaldar, vou deixar arrefecer um pouco e fazer um bocadinho de conversa fiada convosco! Olá! tudo bem? Como estão vocês? Que andaram a fazer hoje? Foram à praia? Sabem, tenho um amigo meu que anda no ginásio a puxar ferro mesmo teso, mas o que o deixa mesmo cansado é ir à praia! Sim... Porque nos dias em que trabalha, não fica cansado, nos dias que vai puxar ferro, não fica cansado, nos dias que está em casa a descansar, não fica cansado... mas ir para a praia... fica cansado! A sério, não consigo compreender isto! Uma coisa é ficar cansado, outra é ficar com preguiça de se mexer, o chamado "estar com a moleza!".

O Café já arrefeceu ligeiramente, vou ver se já o posso tomar... sim, já posso! Só um segundo...
Já está, estou mais desperto um bocado, não fui a praia, estive a trabalhar e a tratar de uns assuntos para futuros trabalhos... mas se tivesse ido à praia, ia estar cansado de certeza! POUPEM-ME!

Quem é que de vocês teve infância? Esta questão não é assim de resposta tão linear, toda a gente supostamente teve infância, vocês não são como os chineses, que até aos cinquenta anos, parece que têm dezoito anos e de repente, parecem todos mestres de kung-fu, tipo o Mister Miyagi! É impressionante, deve ser das colheitas de arroz ou produção de chá, só pode! É mesmo estranho aquilo!

Bem, com "quem teve infância?" eu quero perguntar quem é que já fez daqueles carimbos bonitos cuja plataforma é uma batata? Pois é, isto faz parte da sobrevivência humana, aprender estes truques desde pequeno, até porque, vocês nunca sabem de quando vão precisar de improvisar um carimbo e pode fazer falta! Eu lembro-me quando era mais criança um bocadinho, de fazer batota nos desenhos, fazia um carimbo de uma árvore de natal e depois punha várias como fundo, depois, desenhava um pai natal em cima de um telhado e pronto, tinha o meu desenho feito em cinco minutos! E se não estou em erro fiquei em segundo lugar com esse concurso! Era da Câmara Municipal... uma vez ganhei um concurso de desenho da citroën, ganhei uma bicicleta que depois troquei por uma Shimano que mais tarde o meu irmão perdeu, ou partiu toda numa das suas quedas em areia! Ele raspava-se todo! Enfim, amadores das bicicletas...

E quem é que jogou à cirumba? Um jogo que consistia em fazer quatro quadrados e entre eles existia corredores, onde uns tinham que apanhar os outros, mas sem calcar as linhas... ou seja, uns só podiam andar nos quadrados e outros só nos corredores. Nisto, uma equipa tinha que passar para o outro lado e a equipa contraria não o podia permitir! Isto era um jogo que dava sempre bulha!

Outros jogos de quem teve infância são: O Garrafão; O Vinho tinto; O 31; Ao Pau; ao Pião... entre outros! Estas modernices de pokemóns e essas cenas das playstations só veio tirar piada a coisa de rachar a cabeça!

E foi a crónica de hoje, muito sucinta e espremida!

Atenciosamente,

Teotónio Cavaleiro de Matos


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